DIA DA HERESIA – Dízimo

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Bem vindos a mais um DIA DA HERESIA. Este é um espaço utilizado para se falar tudo que for relevante a respeito de um tema controverso específico que envolva a religião, apresentando minha opinião como ateu. O dia da Heresia ocorre todo penúltimo domingo de cada mês.

E o tema desse mês será:

A OFERTA DO DÍZIMO

Minha intenção ao criar este blog não era utilizá-lo para me comunicar exclusivamente com ateus ou agnósticos. Ele é, antes de tudo, uma ferramenta da qual eu me valho para tornar públicos meus pensamentos a respeito de alguns aspectos envolvendo religiosidade e crenças e que, geralmente são do interesse de descrentes, mas ocasionalmente também podem ser de religiosos.

Por isso, o Dia da Heresia desse mês será a respeito de um assunto que provavelmente interessará mais a quem segue alguma religião e sobre o qual eu vou escrever e opinar predominantemente da posição de um observador curioso: a oferta do dízimo.

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Um costume presente em todas as religiões.

A oferta de dinheiro por parte dos fiéis parece ser a principal fonte monetária da maioria das congregações religiosas, independente de sua orientação. Embora a necessidade dessas ofertas para a manutenção das instituições varie de uma pra outra, é provável que as doações advindas de seus seguidores sejam de suma importância para todas elas, sejam templos espíritas, mórmons, candomblecistas, umbandistas, islâmicos etc.

Porém, como nós vivemos em um país onde pelo menos 87% da população segue religiões de origem judaico-cristã (segundo o último censo do IBGE)  e como – graças ao histórico dessas congregações e do próprio dízimo – a ênfase dada à necessidade de ofertas me parece muito mais acentuada nestas orientações religiosas, meus comentários serão majoritariamente a respeito delas.

O pedido do dízimo nessas congregações é um processo que se utiliza predominantemente de três sentimentos distintos, que podem ser estimulados em separado ou em combinação: o amedrontamento, a culpa e a ambição. Mas antes de falarmos desses métodos, vamos conhecer um pouco a respeito da história do dízimo.

O termo dízimo vem do latim “decimus” e significa a décima parte de algo. Inicialmente ele não se referia à oferta de dinheiro, e sim à doação de um décimo da produção agrícola. A primeira menção bíblica feita ao dízimo ocorre em Gn 14:20, quando Abrão se encontra com o rei/sacerdote Melquisedeque depois de conduzir uma campanha militar a fim de resgatar seu sobrinho Ló, e divide com o religioso uma parte de seus espólios de guerra:

E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.

Gênesis 14:18-20

A lei mosaica institui o dízimo de modo mais preciso a partir dos livros de Levíticos, Números e Deuteronômio, estabelecendo para ele vários propósitos diferentes. O sistema de dízimos era organizado em um ciclo de três anos, devendo uma parte ser oferecida a Jeová em holocausto, outra parte consumida pelo próprio fiel em locais e períodos específicos, como forma de lembrar o temor a Deus, e outra parte era dedicada à assistência social aos menos favorecidos: viúvas, órfãos, estrangeiros e membros da tribo dos levitas.

Os levitas eram descendentes da tribo de Levi que trabalhavam  como funcionários nos templos, e, por isso, não tinham direito a patrimônio territorial (Nm 18:21). O dízimo era, então, sua única fonte de sustento, e, portanto, não era opcional, sendo compulsório aos seguidores da Torah, funcionando, assim, como uma espécie de taxa exigida do povo de Israel.

Porém, a exemplo dos tempos modernos, parece que já naquela época alguns representantes da classe clerical não demonstravam muito boa vontade em renunciar tão desapegadamente a bens materiais. Alguns sacerdotes que controlavam a distribuição do dízimo, percebendo uma boa oportunidade de aumentar seu patrimônio pessoal, deixavam de repassar as ofertas destinadas originariamente aos levitas e aos necessitados e a oferecer em sacrifício somente os bens de menor valor, como animais coxos ou doentes, mantendo para si os recursos mais valorosos.

Percebendo a adoção desse comportamento lesivo para a sociedade, as autoridades hebraicas passaram a se utilizar de uma tática já velha conhecida dos religiosos para manter as coisas em ordem: instilar o medo. O profeta Malaquias, que foi um contemporâneo de outros profetas hebraicos importantes como Esdras e Neemias, escreveu então um texto condenando as atitudes desses sacerdotes mesquinhos, dizendo que depreciar o dízimo era como roubar do próprio Deus e ameaçando-nos com maldições, como receber fezes no rosto (!) e coisas do gênero:

Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração. Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados.

Malaquias 2:1-3

A despeito de as advertências cropológicas de Malaquias estarem se referindo somente a um comportamento específico de um grupo social específico, vivendo em uma época específica e em um contexto religioso específico, é claro que isso não impede que líderes religiosos atuais utilizem essas passagens para convencer os outros de que na verdade a oferta do dízimo se refere a dinheiro e é devida por todos que queiram ficar bem nas graças de Deus.

Por isso, foi em boa parte graças a esse texto que se tornou possível a aplicação da primeira tática para o convencimento de que o pagamento do dízimo é uma obrigação de todo bom fiel: o amedrontamento. Utilizando-se de uma interpretação particular desse livro de Malaquias e de algumas outras passagens que podem ou não ter a ver com a oferta do dízimo, alguns líderes religiosos fazem os fiéis acreditarem que se não oferecerem parte de seus ganhos para o templo, estarão desagradando ao próprio Deus, que de alguma forma os amaldiçoará por isso.

Esse método do amedrontamento para se conseguir o dízimo é atualmente mais observado nas congregações cristãs chamadas neopentecostais, embora ele não seja totalmente ignorado por outras, como nos demonstra o site da Pastoral do Dízimo:

“Diz Javé: “Vocês perguntam: Em que te enganamos? No dízimo e na contribuição. Vocês estão ameaçados de maldição, e mesmo assim estão me enganando, vocês e a nação inteira! Tragam o dízimo completo para o cofre do Templo, para que haja alimento em meu Templo.”

Porém, a maior parte das outras doutrinas cristãs, entre as quais a católica, preferem, hoje em dia, se utilizar do segundo método de convencimento para a oferta do dízimo: a culpa. Essa estratégia funciona de dois modos: ou se equipara a oferta do dízimo a uma forma de se redimir pelos pecados cometidos ou como meio de demonstrar gratidão pela graça divina.

Como, obviamente, todo ser humano comete erros e, à luz da religião, alguns desses erros podem ser vistos como transgressões diretas a mandamentos divinos, as igrejas sabem que não existe um ser humano que possa ser considerado livre de pecados no mundo. Afirma-se, então, que o dízimo é uma forma de se compensar aos olhos de Deus essas transgressões.

Já pelo prisma da gratidão, utiliza-se esse método, por sua vez, buscando afirmar que todo sucesso conquistado por um fiel nesta vida é alcançado somente por permissão divina. Portanto, uma parte dos ganhos é automaticamente devida a Deus como forma de retribuição por Sua graça.

Assim, os fiéis que não contribuírem passam a se sentir culpados por não estarem demonstrando ou seu  arrependimento ou seu agradecimento perante Deus.

A tática da culpa conta basicamente com a consciência pesada dos fiéis por se saberem pecadores.

A tática da culpa conta basicamente com a consciência pesada dos fiéis.

E, por fim, temos o terceiro método utilizado para se arrecadar o dízimo, que é a ambição.

Embora o termo “ambição” tenha claramente adquirido uma conotação negativa em nossa sociedade, eu o utilizo aqui apenas na acepção de se conquistar melhorias na vida. Nesse sentido, podemos dizer que todo ser humano é ambicioso em algum nível. Por mais humilde e conformada que uma pessoa seja, ao surgir uma oportunidade de se conquistar algo que melhorará de alguma maneira sua vida, ninguém em sã consciência deixa que ela passe em branco.

A oferta do dízimo, nesse caso, é apresentada como uma espécie de acordo feito com a entidade divina, onde você dá uma parte de seus ganhos, sob a promessa de conseguir a graça de Deus futuramente. A Igreja Católica utiliza essa tática de maneira sutil, dando a entender em alguns textos e sermões que quem contribui com o dízimo receberá bençãos divinas em sua vida.

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Porém, mais uma vez podemos ver essa tática sendo utilizada com muito mais ênfase pelos movimentos neopentecostais. A epítome dessa estratégia pode ser observada na famigerada teologia da prosperidade, uma doutrina que defende que o contrato feito entre os homens e Deus através da oferta de doações será recompensado com a prosperidade no futuro, seja ela na forma de dinheiro, saúde ou felicidade.

Depois de identificar a utilização de todos esses métodos de convencimento para a doação do dízimo, a que conclusão podemos chegar a respeito desse tipo de oferta? Que o dízimo é uma coisa nefasta, perniciosa, que deveria ser proibida?

Bom, não exatamente. Pelo menos essa não é essa a posição que eu defendo em relação ao dízimo, pelo menos não de maneira tão draconiana.

Qualquer instituição organizada por pessoas que tenham um objetivo em comum precisa de dinheiro para se sustentar. Isso é válido tanto para os templos religiosos quanto para qualquer outro tipo de sociedade: clubes de futebol, sindicatos, fã-clubes, ONGs etc. Nenhuma delas se mantém apenas pela boa vontade de seus integrantes. Contas precisam ser pagas, funcionários têm que receber salários, tributos são cobrados pelo governo, imóveis demandam aluguéis. O dinheiro para pagar todas essas coisas tem que sair de algum lugar, e geralmente é dos próprios integrantes da instituição. Assim, ao meu ver, já que nossa legislação dá atualmente às igrejas o mesmo direito que as outras entidades têm de serem constituídas livremente, tem que dar também o direito de cobrar contribuições de seus fiéis como qualquer outra instituição.

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As contribuições ofertadas aos clubes de futebol mostram como não só as ideologias religiosas podem ser alvo de ofertas patrimoniais.

Porém, embora suas finalidades sejam semelhantes, a natureza do dízimo é bem diferente da natureza das contribuições voluntárias oferecidas a outras instituições.

Quando colaboramos monetariamente com um clube, uma associação, ou qualquer outro tipo de organização, fazemos isso porque analisamos os objetivos daquela entidade criticamente e concordamos com as propostas por ela oferecidas. O dinheiro ou os bens doados serviriam então para ajudar a manter ou expandir as ações e/ou ideologias defendidas pela instituição.

Em certa medida isso até ocorre com as religiões também. Os fiéis que contribuem com o dízimo acreditam, entre outras coisas, que estão ajudando a espalhar as palavras originárias da entidade divina na qual acreditam a pessoas ignorantes a seu respeito, o que, sob a ótica deles, é uma ação solidária.

No entanto, há um outro motivo que leva os crentes a ofertarem o dízimo e que não pode ser reproduzido por nenhuma outra instituição que não se utilize de fundamentos religiosos: a crença de que aquilo é uma ordem divina e contribui de alguma forma para a salvação da alma do contribuinte.

A grande maioria dos dizimistas têm a visão de que suas ofertas destinam-se a ajudar na execução da obra de Deus, isso quando não acreditam estar doando o dinheiro diretamente a Ele. E é interessante notar como os líderes religiosos fazem questão de enfatizar que as ofertas feitas pelos fiéis em seus templos destinam-se não ao templo ou aos líderes religiosos, como de fato elas são, mas à entidade divina na qual eles creem ou à realização de sua obra, embora não se preocupem em detalhar como exatamente esses valores são transferidos para a conta bancária divina ou a finalidade dada a eles.

Quando, por exemplo, o pastor Silas Malafaia aparece no programa da Marília Gabriela em posse de sua declaração do imposto de renda para demonstrar que a doação dos fiéis não vai para sua conta, trata-se obviamente de um engodo por parte do pastor. É óbvio que as ofertas não vão para sua conta pessoal, vão para a conta da instituição religiosa sob seu poder. E a partir daí ele, como dirigente da instituição, pode fazer o que quiser com o dinheiro. Se o nobre líder religioso tivesse mesmo a intenção de mostrar como a oferta dos fiéis é utilizada na prática para a realização da obra de Deus, teria apresentado não o seu imposto de renda, mas o da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, junto com os livro-caixas demonstrando a aplicação dos valores recebidos. O que obviamente ele nunca faria.

Além disso, muitos líderes religiosos conseguem convencer fiéis que já passam por imensas dificuldades financeiras a doarem uma parte de sua renda para a igreja, sob a promessa de que no futuro receberão aquilo de volta multiplicado e nunca mais passarão por apertos econômicos, a despeito de essa privação fazer com que suas dificuldades fiquem ainda maiores a cada dia que passa sem que essa vaga promessa se cumpra.

Somando-se tudo isso à doutrinação infantil incutida em algumas crianças por líderes religiosos que as obrigam a imaginar desde pequenas que até mesmo seus brinquedos devem ser doados para o templo, torna-se muito tênue a linha que separa a doação consciente e voluntariosa do dízimo da coação moral. Não acredito que seria exagero considerar que em alguns casos a cobrança do dízimo equivale à extorsão. De fato, até a justiça já reconheceu a ilegalidade de algumas dessas doações, obrigando a IURD a devolver uma oferta de R$ 74 mil feita por uma de suas então seguidoras.

É interessante notar também que, enquanto os fiéis se esforçam tanto para manter a doação de uma parcela de seu dinheiro suado, muitas entidades religiosas, assim como seus líderes, conseguem dispor de uma quantia de dinheiro cada vez mais volumosa. Tivemos uma demonstração esdrúxula do esbanjamento que o dízimo permite aos líderes religiosos em um culto promovido na Universal do Reino de Deus, em que um dos pastores resolveu entrar com seu carro importado no templo, a fim de demonstrar o que seus seguidores poderiam alcançar se permanecessem fiéis nas ofertas para a igreja.

Permaneça dando o dízimo e um dia você poderá ter seu próprio carro importado para entrar no templo.

“Continue dando o dízimo e um dia você também poderá  entrar de carro importado no templo”.

Também não é novidade para ninguém a lista elaborada pela revista Forbes no ano passado relacionando os cinco pastores mais ricos do país, onde o último colocado dispõe de um capital de R$ 65 milhões. Nesse exato momento, a Igreja Universal do Reino de Deus está investindo a singela quantia de R$ 685 milhões na construção de uma réplica do tempo de Salomão em São Paulo. E a Igreja Católica não fica atrás, sendo dona de seu próprio Estado, dispondo de milhares de imóveis ao redor do mundo inteiro e de uma quantia de dinheiro incalculável.

A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, que também deve ter custado alguns milhões de dólares para a Igreja Católica

A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em SP. O segundo maior templo católico do mundo, que também deve ter custado alguns milhões de reais para a Igreja Católica

Enquanto isso, os seguidores dessas e de algumas outras orientações religiosas seguem doando dinheiro para elas, imaginando que desta maneira estão contribuindo para fazer do mundo um lugar melhor. Eu particularmente acho que se eles querem usar uma parcela de seu salário para a prática do bem, o fariam de maneira mais eficiente se financiassem diretamente alguma boa ação, por exemplo, doando o dinheiro para um orfanato, um hospital, um asilo etc. Quem quer realmente praticar boas ações não precisa de um intermediário para isso, ainda mais quando esse intermediário se trata de uma instituição que já dispõe de milhões de reais em caixa e tem o poder de exercer enorme influência política no país.

Nesse ponto, algumas pessoas poderiam dizer que, como o dinheiro doado é dos fiéis, eles têm a liberdade de fazer o que quiserem com o valor. Se querem doar para a igreja de sua escolha, é problema deles.

Entretanto, em casos de coação moral ou psicólogica, o problema não está na parte que doa o dinheiro e sim na parte que o recebe, que o faz de má-fé (com o perdão do trocadilho). E é isso que torna essa transação ilícita. Pelo mesmo motivo, um sequestrador que recebe o dinheiro de um resgate não se torna proprietário dessa verba, ainda que a vítima do crime tenha querido dar o dinheiro para ele. A questão maior nesses dois casos não é se a pessoa que está dando o dinheiro quer fazê-lo ou não, já que quem sofre coação moral tem sua vontade suprimida, e sim se a pessoa que recebe o dinheiro o faz de boa-fé, o que certamente não ocorre em muitos casos de oferecimento do dízimo. Para se analisar então se as ofertas feitas pelos fiéis são válidas ou não, não se deve analisar simplesmente se eles querem fazê-la, e sim de que maneira exatamente esse pedido é feito por seu líder religioso.

De qualquer modo, há um equívoco ainda mais evidente em qualquer doutrina que pregue que a doação do dízimo é essencial para se alcançar alguma prosperidade ou felicidade. Se essa afirmação fosse verdade, qualquer pessoa que não colaborasse monetariamente com alguma instituição religiosa jamais poderia ser considerada próspera, seja lá em que sentido os líderes religiosos queiram empregar essa palavra, o que evidentemente não é verdade. Existem aos milhões pessoas que não só não colaboram com nenhuma igreja, como também não seguem nenhuma religião, e vivem felizes, saudáveis e satisfeitas.

De fato, creio que eu mesmo seria um ótimo exemplo disso. Sou feliz, tenho um ótimo emprego, uma família formidável e bem estruturada, não considero que tenho nenhum problema muito sério e me considero uma pessoa boa. Não sou rico, mas nenhuma das minhas necessidades básicas deixam de ser atendidas por falta de dinheiro e, de vez em quando e com algum esforço, ainda posso me conceder alguns caprichos. E eu não só não colaboro com nenhum templo, como não sigo religião nenhuma e nem acredito na existência de entidades divinas há pelo menos uns dez anos.

Portanto, se contra todas as probabilidades, realmente existisse um Deus e ele tivesse alguma exigência cósmica misteriosa para distribuir a prosperidade entre os seres humanos, eu diria que a maneira como eu vivo, ignorando as religiões e buscando fazer o bem sempre que possível, deve estar bastante de acordo com essas exigências.

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