Mitos Sobre O Ateísmo

Embora o ateísmo não seja um posicionamento ideológico recente, parece que só agora ele está começando a ganhar maior destaque em terras brasileiras. Uma bela demonstração disso é a exposição que os ateus vem ganhando ultimamente na mídia de massa.

Pela primeira vez, desde que eu me entendo como ateu, tivemos uma participação de representantes do ateísmo em programas de televisão transmitidos para o grande público na programação de TV aberta.

O programa Na Moral, exibido no dia 02/08/2013, tratou do tema “Estado Laico” e contou com a participação de Daniel Sottomaior, presidente da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). O vídeo do programa pode ser visto aqui. Depois, o Daniel participou do programa Superpop, com a Luciana Gimenez, em 13/08/2013, onde foi discutida a existência divina. Esse vídeo você pode conferir aqui. E logo em seguida, ainda representada pelo Daniel, a ATEA participou do programa Mulheres, da TV Gazeta, no dia 15/08/2013, onde foi sabatinado com perguntas sobre o ateísmo. Veja este vídeo, aqui (a qualidade está péssima, mas não consegui encontrar uma versão melhor).

Como se pode ver, o ateísmo está passando por um momento de exposição que nunca teve antes no Brasil. Posso estar enganado, mas não me lembro de ter ouvido falar de um ateu tendo tantas oportunidades de debater crenças e religiões na TV, apresentando livremente seus pontos de vista.

Por um lado isso é bom, pois ajuda a disseminar o ponto de vista de um ateu para os religiosos, diminuindo o preconceito que eles porventura venham a ter de nós por não conhecer com clareza nosso posicionamento. Por outro, isso também pode ajudar a aumentar ainda mais estes preconceitos ao permitir que religiosos nos acusem pessoalmente, afirmando coisas como “o ateísmo é hedonismo”, a exemplo do último vídeo apresentado.

Então, para ajudar a evitar que alguns erros básicos como esse sejam cometidos por parte da comunidade não ateísta, agora que eles provavelmente começarão a tomar contato com mais ateus, tomei a liberdade de elaborar uma lista com 10 mitos comumente atribuídos aos ateus e discutí-los:

mitos

1 – Ateus acreditam que a vida não tem sentido – Essa afirmação deriva da crença de que a existência de uma entidade divina não só é verdadeira, como necessária. Então, sem a crença em um deus, a vida não teria um propósito, um sentido.

Isso pode até ser verdade para os crentes. Mas não é para os ateus. Cada ateu tem um ponto de vista sobre a vida, então cada um provavelmente vê um significado diferente para o fato de estarmos aqui vivos e interagindo uns com os outros. Mas nenhum deles precisa acreditar em um deus para achar esse sentido. Alguns acham inclusive que a vida possuir um propósito objetivo não é apenas uma coisa desnecessária, mas também negativa.

Além disso, essa afirmação perde muito o sentido quando se pensa que muitos religiosos – talvez até a maioria deles – também não têm conhecimento do sentido da vida, filosoficamente falando. Pergunte a qualquer pessoa que segue uma religião qual é o sentido da vida e ele provavelmente não conseguirá oferecer uma resposta contundente, talvez no máximo um evasivo e críptico “louvar a Deus”.

E é claro que essa afirmação também se trata de uma distração, pois não ajuda a apresentar nenhuma evidência da existência divina. Se de repente fosse encontrado um sentido objetivo para a vida dos seres humanos, que relevância isso teria para confirmar a existência de uma entidade sobrenatural supostamente onipotente e onipresente?

2 – O ateísmo é uma nova religião – De todos os mitos envolvendo o ateísmo, este talvez seja o mais pernicioso. Religiosos costumam evocá-lo quando querem qualificar o ateísmo como um pensamento análogo ao religioso, afirmando que para ser um ateu é necessário ter tanta fé (na inexistência de Deus?) quanto para se ter uma religião. O curioso é que, se os religiosos veem a fé como uma coisa boa, isso deveria ser um ponto positivo a favor do ateísmo, não?

Porém, não passa de um óbvio engano, pois trata-se de uma mera incompreensão das definições dos conceitos de ateísmo e religião e da correta aplicação do ônus da prova.

A definição de religião é um sistema de crenças baseado na fé. Por sua vez, a definição de fé é acreditar que algo é verdadeiro, sem a necessidade de nenhum critério de verificação. Esse é o fundamento básico de todos os sistemas religiosos: crer em algo pura e simplesmente porque alguém (ou algum livro) disse que é verdade.

E ser ateu é meramente não acreditar na existência de deuses. Não há líderes estipulando dogmas a serem seguidos cegamente. A fé não é necessária para não se acreditar na inexistência de algo, pois ela é justamente o contrário disso. Alguém por acaso precisa de fé para achar que o papai noel ou o coelhinho da páscoa não existem?

Os ateus não deixam de acreditar na existência de deus unicamente porque querem seguir o modo de pensar de outras pessoas. Eles simplesmente sabem aplicar corretamente o princípio do ônus da prova, de requerer evidência para o que se afirma. Ao deixar de aplicá-lo, qualquer coisa que se possa imaginar poderia receber o mérito da existência, já que não se pode provar que algo não existe. Afirmações como “existem marcianos invisíveis em órbita da Terra, nos espionando com binóculos” poderiam receber tanto crédito quanto a afirmação da existência de um deus.

3 – Os ateus são desprovidos de moralidade – A ideia de que os ateus não possuem nenhuma fonte válida de moral está ligada à ideia de que a única fonte de moralidade válida é a religião (de preferência a religião de quem segue esta linha de pensamento).

Primeiro, devemos observar que essa premissa não tem nenhuma conexão lógica com a sua conclusão. Mesmo que exista um deus, não há motivos para se crer que sua mera existência seja um motivo para nos comportarmos moralmente. Se alguém partir dessa premissa, deverá concluir silogisticamente que Deus não existe, pois há pessoas amorais e imorais no mundo.

E se o contra-argumento a isso for de que na verdade o que importa para se haver moral não é a simples existência de deus e sim a crença e obediência a ele, teremos outro problema, já que também há milhares de exemplos de pessoas que acreditam em deus, dizem seguir suas determinações, e, no entanto, cometem atrocidades. Os líderes religiosos condenados por pedofilia e estelionato não me deixam mentir.

Isso sem contar nas milhares de versões existentes de deus, já que no mundo há mais de 10.000 religiões diferentes. Então qual desses deuses é a verdadeira fonte da moral?

Mas é óbvio que, independente de tudo isso, esse mito é falso por um simples motivo. Ateus não são desprovidos de moral, eles simplesmente encontram outros motivos para agir moralmente, como eu já afirmei anteriormente, nesse post.

4 – O ateísmo foi responsável pelo assassinato de milhões de pessoas – Pérolas como essa se originam do mito anterior, e costumam ser perpetuadas por líderes religiosos mal intencionados. Ao associar o ateísmo à falta de moralidade, se conclui que todos os ateus são maus. Assim, se um regime totalitário, como o  nazismo ou o comunismo, promove a morte de milhões de pessoas, é mais fácil e vantajoso apontar o ateísmo como o responsável, do que se aprofundar nos verdadeiros motivos pelo ocorrido.

A verdade é que ninguém nunca foi morto em nome do ateísmo. O ateísmo em si não é um princípio, uma causa, um sistema de crenças, pelo qual as pessoas matam ou morrem. Ele é simplesmente a ausência de crenças em deuses. Matar em nome do ateísmo é o mesmo que matar em nome da não existência de papai noel. Para deixar mais claro, deixe-me dar um exemplo: o responsável pela realização das Cruzadas e a morte de milhares de pessoas, não foi o teísmo, foi o cristianismo, pois o primeiro é somente um posicionamento religioso, enquanto o segundo sim, é um sistema organizado de crenças .

As mortes que as pessoas normalmente atribuem ao ateísmo na verdade foram executadas por motivos políticos, não religiosos. Em primeiro lugar, deve-se ignorar Hitler e o nazismo, afinal o Führer era cristão, e todo o movimento fascista manifestava uma atmosfera religiosa. E quanto aos genocídios cometidos por outros regimes totalitários, como o comunismo na União Soviética ou na China, o objetivo não era expandir o ateísmo, e sim impedir que as práticas religiosas atrapalhassem o domínio estatal. O propósito era pura e simplesmente manter o poder absoluto das autoridades, e o ateísmo, incidentalmente, foi a posição religiosa escolhida por esses regimes, mas poderia ter sido qualquer outra que eles achassem mais úteis à manutenção do poder.

5 – Ateus são adoradores do capeta, de si mesmo ou de algum outro deus – Ateus, a princípio, não são adoradores de nada. Se nós não acreditamos na existência de criaturas divinas por falta de evidências, também não acreditamos na existência dos antagonistas destas criaturas pelo mesmo motivo.

Adorar a um demônio, a satanás, exu ou qualquer coisa nesse sentido seria admitir a existência de uma criatura sobrenatural sem que haja nenhuma evidência demonstrando isso, o que é o motivo primário que nos leva a questionar a existência de deus.

Quanto a adorar a si mesmo, acredito que essa acusação parta da ideia de que na falta de um deus para se adorar, os ateus têm que substituí-lo por alguma coisa, e a ideia mais aceita é que seja por si próprio. Talvez essa conclusão resulte do fato de os religiosos terem problemas em imaginar uma vida sem adorar a alguém ou alguma coisa. Mas ela é perfeitamente possível.

É claro que alguns ateus são egoístas e egocêntricos, mas os seres humanos apresentam diferentes personalidades independente de suas crenças. Assim, também é possível conhecer muitos ateus altruístas e caridosos, e a recíproca também é verdadeira: muitos religiosos são seres profundamente individualistas.

6 – Não existem ateus em um avião caindo  – Alguns dizem que em tempos de crise ou de grandes dificuldades, não é possível manter a descrença em um poder maior, e quem se diz ateu acaba apelando para o poder divino. O avião caindo é o exemplo mais utilizado, mas na verdade eles querem dizer em qualquer situação ruim, como doenças, guerras, problemas familiares, financeiros etc.

Para teístas é natural chegar a essa conclusão. As principais religiões ocidentais apresentam deus como um pai cuidadoso, que fará de tudo para proteger seus filhos. Possuindo total poder sobre os acontecimentos do universo inteiro, ele não deixa que as coisas terminem mal para seus filhos. Assim, é compreensível que quem acredite em tais alegações presuma que circunstâncias complicadas levarão automaticamente as pessoas ao teísmo.

No entanto essa é também uma conclusão falsa. Até acredito que um ou dois ateus tenham apelado para o sobrenatural em face de uma situação desesperadora. Somos seres humanos e sentimos medo como todo mundo. Às vezes a esperança em uma solução miraculosa para os problemas pode ser reconfortante. No entanto, ela não se torna mais ou menos verdadeira simplesmente por nos fazer sentirmos melhores.

Além disso, como essas experiências poderiam gerar uma fé verdadeira? Deus ia realmente querer que as pessoas só acreditassem nele por estarem sob grande pressão ou com medo? Uma fé desse tipo poderia levar a uma vida de adoração e amor, que são as bases de diversas religiões?

Isso sem contar que a simples fé em deus nunca resolveu por si só o problema de ninguém. Se você está passando fome e reza pedindo a deus, acho bem improvável que uma refeição apareça milagrosamente na sua frente. O problema da fome e da miséria na África estariam resolvidos se fosse o caso. Também nunca ouvi falar de um crente ter sido salvo de um avião caindo por ter rezado com bastante fé. Do contrário, nenhum avião com um religioso dentro cairia.

Expandindo-se ainda mais esse conceito, podemos concluir que nunca haveria mal nenhum na vida dos religiosos se todos eles tivessem fé suficiente e pedissem a ajuda divina. E como há religiosos vivendo na miséria aos montes, só se pode concluir que ou deus não existe e são as atitudes tomadas pelos próprios homens que fazem a diferença em tempos de dificuldade, ou deus existe e tem um modo bem peculiar (para não dizer sádico) de conduzir o universo. E nesse último caso, eu não vejo porque ele seja merecedor de adorações.

7 – Os ateus odeiam Deus – Eu cansei de contar o número de vezes em que religiosos me perguntam por que eu odeio Deus. Ao que parece, para essas pessoas, o fato de não se acreditar na mesma entidade divina em que elas acreditam significa que a odiamos. Ou que o ateísmo é fruto da rebelião ou do orgulho.

Não, não odiamos deus nenhum. Nós simplesmente não acreditamos que eles existam. É difícil odiar algo em que não se acredita. Alguém sente ódio do bicho papão?

Talvez esse pensamento derive do fato de que muitos religiosos acreditam que os ateus deixaram de acreditar em deus porque passaram por alguma dificuldade, e assim chegaram à conclusão de que deus não gostava deles e, portanto, merecia ter esse sentimento retribuído. Mas isso é errôneo.

A maior parte dos ateus com que eu tenho contato levam uma boa vida, não tendo muito do que reclamar. Claro que todo mundo passa por dificuldades em algum momento,  e em alguns casos essas ocasiões podem contribuir com a falta de crença, mas não acredito que seja meramente por conta delas que deixemos de acreditar em deuses, ou mesmo que seja um fator indispensável para a falta de fé. Normalmente vários fatores agem em conjunto para o surgimento do ateísmo e o fato de passarmos por sofrimentos e injustiças é só mais um dos possíveis.

8 – Os ateus querem acabar com a religião – Acredito que esse mito seja originado do anterior. Porém, ao invés de limitar o ódio somente à divindade, alguns acreditam que esse rancor se estende às religiões de um modo geral, o que gera a conclusão de que os ateus acabariam com todas elas se possível.

Esse mito é o mais difícil de se desmentir. Até porque talvez ele nem se trate de um mito. Se você perguntar a um ateu se ele gostaria de ver o fim das religiões ele provavelmente diria que si.

O problema é a forma como as pessoas veem essa afirmação. Quando um ateu diz que gostaria de ver um mundo sem religiões, como John Lennon também já disse uma vez, ele está querendo dizer que gostaria de ver o mundo livre das coisas nocivas que as religiões trazem. O problema não são as crenças religiosas em si, e sim o que elas são capazes de produzir.

Embora muitos ateus tenham noção que as religiões também possuem um lado positivo (eu mesmo destaquei vários deles em um post anterior publicado aqui), todos temos consciência também de que esses pontos positivos vêm acompanhados de muitos aspectos negativos.

O que se pretende com o fim das religiões na verdade não é o fim da fé. Até porque isso é impossível, a fé é de foro íntimo e, por isso, nunca poderá ser controlada. O que se pretende é o fim da fé organizada, regulada e imposta, que é o que uma religião é no fim das contas. O fim de alguém ditando como as pessoas devem se comportar e pensar.  O que se quer é que se aproveite o que as religiões trazem de bom, como a caridade e o espírito de coletividade, descartando o que elas têm de ruim, como a intolerância, o irracionalismo e a exploração.

Mas é claro que, como a paz mundial e o socialismo, essa ideia é uma utopia e nunca poderá ser aplicada na prática. Enquanto houver uma pessoa que se disponha a se submeter a um segmento religioso, haverá alguém disposto a explorá-la.

9 – Ateus não creem porque não conhecem a palavra de deus – Ao dizer que sou ateu, muitos religiosos dizem que eu provavelmente não fui tocado pela fé por não conhecer a palavra divina, ou por desconhecer os milagres que deus é capaz de fazer. Muitos me recomendam que eu leia a Bíblia, ou vá ao culto deles, assim  eu entenderia sua devoção religiosa e como deus é maravilhoso.

Bom, vejamos… Vivemos em um país onde 92% da população segue uma orientação religiosa e 87% dela acredita que a Bíblia é a palavra de deus. Ao se nascer em uma família religiosa se é batizado assim que se entra nesse mundo. Boa parte das escolas ensinam religião para os alunos. Programas televisivos passam missas e cultos ao vivo. Nosso dinheiro ordena que louvemos a deus e vários prédios  e locais públicos exibem imagens religiosas. Uma bancada parlamentar baseia sua legislatura em dogmas religiosos. Não raro, ouvimos pregações de fiéis em trens e no ônibus  a caminho do trabalho e na volta dele. E nosso governo recentemente gastou milhões de reais para permitir que o líder da maior religião do mundo viesse pregar para os jovens de nosso país.

Em um cenário desses, alguém em sã consciência pode realmente imaginar que um ateu brasileiro nunca tenha ouvido a palavra de deus? Que não conhece nada sobre as principais religiões do país?

O que acontece normalmente é exatamente o contrário. Boa parte dos ateus brasileiros crescem em uma religião e são educados nela. A compreensão de ter se tornado ateu normalmente vem depois de muito se estudar e ponderar sobre as religiões. Isso se deve ao fato de que para se tomar uma posição contundente a respeito de algo é necessário conhecê-lo. Eu mesmo já li a Bíblia de cabo a rabo duas vezes pelo menos. E isso não fez com que ela se tornasse mais verossímil para mim, pelo contrário.

Um outro exemplo é dado por uma pesquisa realizada pelo PEW Research Center, nos EUA. Segundo o instituto, os ateus estadunidenses foram o grupo que se saiu melhor em um teste sobre conhecimentos religiosos. Em nosso país nunca foi realizada uma pesquisa similar, mas é possível que o resultado fosse parecido.

Afinal, normalmente não é por falta de conhecimento religioso que as pessoas acabam se tornando ateias. É justamente pelo excesso.

10 – Um “ateu de verdade” tem/não tem que agir de tal maneira – A falácia de expulsão do grupo é normalmente utilizada por religiosos para justificar comportamentos tomados por membros de uma religião e que não condizem com os ensinamentos professados por ela. “Fulano não é um verdadeiro cristão” ou “um religioso de verdade não faria isso” são frases comuns usadas em situações controversas, como nos casos de abusos de menores por clérigos.

Infelizmente essa falácia é muito utilizada também em relação aos ateus. Ou pior ainda: às vezes é utilizada pelos próprios ateus.

Quando um ateu toma alguma atitude que não seria comum a um descrente, como se posicionar contra o aborto, casar na igreja, ser contra a laicidade do Estado, converter (ou deixar de converter) outros para o ateísmo, algumas pessoas insistem em dizer que “fulano” não é um ateu de verdade, que um ateu de verdade não agiria de tal maneira…

Não existe um “ateu de verdade”. Ateus não seguem dogmas, doutrinas pré-definidas, cartilhas ou líderes. Não existem regras a serem seguidas para se ser considerado um ateu. A única exigência é, por uma simples questão de definição, que não se acredite em deuses. Fora isso, ateus podem discordar em relação a qualquer coisa.

E isso é uma coisa boa. Pontos de vista diferentes sobre um assunto suscitam discussões e troca de conhecimento. Ao se debater um tema no qual você já tem um posicionamento com uma pessoa que tem outro, os dois pontos de vista podem se modificar, gerando um terceiro e fazendo evoluir o entendimento sobre o assunto. É uma situação mais difícil de se conseguir com a religião, principalmente com relação a temas espinhosos, e os ateus deveriam agradecer por essa liberdade de pensamento ao invés de condená-la.

E com isso eu chego ao fim dessa minha listinha pessoal sobre os maiores mitos a respeito do ateísmo. Deixo claro que essa lista é só o reflexo das minhas opiniões pessoais. Se alguém discorda dela, ou concorda, mas quer deixar algum comentário a mais, ou incluir mais mitos que porventura considere relevante, sintam-se livres para comentar.

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9 Comentários

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9 Respostas para “Mitos Sobre O Ateísmo

  1. Clodoaldo

    Uma verdade: SÃO CHATOS PRA CACETA!

  2. Acho que a pior de todas é a do “ateísmo é uma nova religião”. Até sobre templos ateístas já me perguntaram. E a gente fica com aquela cara de ué pra pessoa e ela se deleitando em sua ignorância…. 😦

  3. Se o ateu não acredita em deus ele não acredita no capeta o burro

  4. Isaias Rodrigues da Silva

    Somente agora tive acesso a esse precioso material. Parabéns e contem comigo para essa idéia – reflexo da essência do absoluto, característica inerente a penas ao atEu. O resto é ego.

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