O Papa É Pop, Parte 1 – Balanço Econômico da JMJ

Humberto Gessinger pode se sentir orgulhoso. Sua afirmação de que o papa é pop feita há mais de 20 anos nunca se mostrou tão atual, e foi plenamente justificada semana passada.

Em sua atribulada passagem pelo Brasil em celebração à Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco reuniu mais de 3 milhões de católicos, vindos de todas as partes do mundo, que se espremeram, enfrentaram filas, passaram frio e fome na Cidade Maravilhosa, para, muitas vezes, ter apenas um vislumbre do Sumo Pontífice.

Mas ser pop também tem seu lado negativo. Felizmente dessa vez ele não veio na forma de alguém dando tiros à queima-roupa, somente representado por grupos de manifestantes que decidiram se reunir para protestar contra a Igreja Católica, contra a vinda do Papa e contra diversas outras pautas que podiam ou não ter alguma relação com o líder da Igreja Católica.

Manifestantes "peitando" a vinda do papa

Manifestante “peitando” a vinda do papa ao Brasil

E agora, passada a euforia da visita papal, podemos fazer um balanço da JMJ. Ela foi uma coisa positiva ou negativa para o país, para os fiéis e para a Vaticano? E para os ateus, será que teve alguma relevância? Que lições podemos tirar dessa grande romaria católica?

Essa análise será dividida em três pontos principais: O econômico, o religioso e o social, para que não fique muito grande e cansativa.

Análise econômica:

Para começar, deixe-me confessar que minha opinião a respeito da vinda do papa ao país estava bem dividida quanto a suas consequências econômicas. Por um lado eu achava que a chegada maciça de turistas ao país aqueceria o comércio e geraria um alto retorno financeiro com a compra de produtos e serviços e arrecadação de impostos. Por outro lado, isso acontece em qualquer grande evento turístico, então eu não via o porquê de o Estado despender dinheiro público para promover essa pregação em específico.

Assim que se começou a falar da vinda do papa ao Brasil, começaram a surgir especulações sobre o quanto seria gasto pelo Estado para que a JMJ fosse realizada. Nas redes sociais e em entrevistas a veículos da mídia, os fiéis justificavam os gastos, dizendo que a maioria da população é católica, logo seria um gasto feito em prol do próprio povo, ou que o papa não é só um líder religioso, é também um chefe de Estado, e como tal, tem que ser protegido quando vier visitar o país.

Bom, a separação entre o Estado e a religião existe por um motivo. Não se pode utilizar dinheiro público para subvencionar uma religião em específico, justamente para não se correr o risco de suprimir as crenças minoritárias. A perseguição a pessoas que não seguem o islamismo em países que adotam a Charia é um claro exemplo de como o apoio estatal a uma religião majoritária pode fomentar a intolerância religiosa.

Então afirmar que o patrocínio do Estado à peregrinação de uma religião majoritária é obrigação do poder público, apenas porque a maior parte da população a segue, não tem como deixar de soar como uma afronta à laicidade estatal a meu ver. Ainda mais em se tratando de uma peregrinação feita em prol de uma instituição que tem um patrimônio estimado no mínimo superior a 800 milhões de dólares, logo, não me parece ter a mínima necessidade de apoio financeiro para realizar o que quer que seja.

Há quem diga que a Jornada na verdade não foi paga com dinheiro público, que foi patrocinada com dinheiro da própria igreja e dos fiéis, e que na verdade o Estado só teve gastos com a organização e controle dos peregrinos, como teria em qualquer manifestação ou passeata, como tem, por exemplo, na parada gay.

Para se verificar a veracidade desses argumentos, é preciso recorrer-se aos números. Somente com uma fria análise matemática pode-se afirmar se o Estado utilizou razoavelmente a verba pública no evento ou não.

Pois bem, segundo informações da mídia, o gasto governamental com a JMJ passou dos 100 milhões de reais. Ou seja, independente do argumento de que o evento seria todo custeado com as inscrições dos peregrinos, ou verba da igreja, esse foi efetivamente o gasto do Estado com a jornada.

Para verificar se esse é um número factível a ser gasto em um evento desses, façamos uma comparação com eventos semelhantes. Usarei a parada gay realizada em SP em 2008, pois a quantidade de participantes dos dois eventos foi mais ou menos parecida.

Note-se que eu não estou julgando ou comparando a finalidade de nenhum dos eventos, os estou utilizando apenas por terem uma certa equivalência matemática quanto ao número de participantes, tornando mais justificável a comparação de gastos do governo com a organização e segurança, que, segundo alguns fiéis, foi só com o que o Estado gastou na JMJ.

À parada gay daquele ano compareceram 3,4 milhões de participantes, um público até um pouco maior que o da missa final realizada pelo papa na JMJ. Porém, surpreendentemente, o gasto público naquela ocasião foi de 1,07 milhão de reais. Quase 100 vezes menos que o gasto na Jornada Mundial! Para se ter uma melhor noção da diferença de gastos entre um evento e outro, deixe-me esboçar um pequeno gráfico:

Mesmo multiplicando-se os gastos da parada gay por sete (uma vez que a estada do papa em terras brasileiras durou sete dias, enquanto a parada foi feita em um dia só), e atualizando-se o valor pela inflação do período e correção monetária, a diferença de gastos públicos entre um evento e outro ainda é abissal. Os gastos na parada gay ficariam em  R$ 9.831.308,49, se o evento fosse feito hoje e tivesse a mesma duração da Jornada, segundo a atualização feita no site Cálculo Exato, o que ainda é um custo mais de dez vezes menor que o da JMJ.

Para justificar essa diferença, poderia-se usar a alegação de que se trata de um chefe de Estado, logo o gasto com segurança tem que ser maior que o de uma simples parada gay.

Bom, esse argumento me parece inválido por dois motivos distintos.

Primeiro, o papa é realmente um chefe de estado, mas o motivo de sua vinda para o Brasil não foi para tratar de temas do interesse do Estado. O Vaticano não estava discutindo acordos ou tratados com o Brasil e nenhuma negociação foi feita enquanto Sua Santidade permaneceu aqui. Nosso próprio chefe de Estado mal esteve em contato com o papa, basicamente só o encontrou para dar as boas vindas.

O encontro de chefes de Estado mais breve da História

O encontro de chefes de Estado mais breve da História

Assim, fica mais do que óbvio que o chefe do estado do Vaticano não estava no país como chefe do estado do Vaticano, e sim como líder da Igreja Católica. Seu objetivo aqui era simplesmente promover sua religião. E se um chefe de estado vem ao Brasil por motivos que não interessam (ou não deveriam interessar) ao Estado, como, por exemplo, uma jornada mundial que promova sua religião, já se coloca em dúvida a obrigatoriedade de se garantir sua segurança com tanta ênfase. Se o presidente José Mujica ou o Ahmadinejad viessem passar uma semana de férias no Brasil, será que eles disporiam do mesmo aparato de segurança?

Mas é claro que nenhum governante quer que um chefe de Estado morra ou sofra algum atentado em seu território, então, independente do motivo de sua vinda, ainda que somente por questões diplomáticas, algum esquema de segurança será sempre implementado. Ainda mais tratando-se do líder da maior religião do país. Como disse o Capitão Nascimento, político nenhum quer ver o papa baleado na sua cidade.

Mas aí chegamos ao segundo motivo para esse argumento ser incorreto. Os gastos com a segurança de chefes de Estado não chegam nem perto do que foi gasto nessa jornada. É difícil encontrar números exatos, pois estes dados são sigilosos, mas estima-se que a visita do presidente Barack Obama ao Brasil em 2011 tenha custado diretamente aos cofres públicos mais de um milhão de reais. Some-se a isso o que foi gasto indiretamente, com, por exemplo, o deslocamento de tropas policiais e do exército, e não acho que uma estimativa de um total de dois milhões de reais esteja longe da realidade. Digamos que seja de três milhões, para dar uma boa margem de erro.

Ora, o presidente Obama ficou no Brasil por apenas dois dias, não os sete do papa. Multipliquemos esse valor então por quatro, dando assim um dia a mais de lambuja para um chefe de Estado que queira fazer uma visita como a do Sumo Pontífice. O total a que chegaríamos, com valores já atualizados, seria a um gasto de R$ 13.489.516,38 para que um chefe de Estado passeie com toda a segurança no país durante esse período.

Porém, além desse valor normalmente ser dividido com o Estado que traz o seu representante, a vinda de um chefe de Estado normalmente implica em acordos econômicos que podem trazer benefícios que justificam com folga os gastos feitos, garantindo o retorno de milhares de vezes o valor aplicado. Na própria visita do Obama, o Brasil assinou dez acordos comerciais com os EUA que podem trazer milhões de reais ao país. Isso nunca seria feito com o Vaticano, afinal o único produto do qual o Vaticano dispõe para negociar é a religião.

Analisando os valores aqui apresentados, podemos concluir que um evento que durasse sete dias, com um público de 3,4 milhões de pessoas presentes todos os dias (o que a JMJ não teve), e que exigisse um aparato de segurança adequado à proteção de um chefe de Estado, demandaria um custo de, arredondando para cima, aproximadamente  24 milhões de reais, ou seja, mais de quatro vezes menos o que foi gasto na JMJ. E ainda que meus cálculos estejam imprecisos, ou minhas especulações inexatas, ainda são muitos milhões de diferença para margem de manobra.

Então tudo bem, com isso chegamos à conclusão de que os gastos do Governo com o evento foram exagerados e fora de proporção, ficando mais do que claro que o Estado, no final das contas estava pagando para promover uma orientação religiosa, o que contraria nossa própria Constituição. Mas será que isso quer dizer que a realização da Jornada foi um mau negócio?

Afinal, segundo alguns fiéis, houve um imenso retorno financeiro com a jornada. Assim, ela não teria sido simplesmente um dispêndio para o Estado, seria mais um investimento, já que os gastos dos peregrinos farão com que esse valor acabe retornando para o governo, como afirma Rafael Rodrigues, do site Apologistas Católicos.

A única maneira de o Estado reaver o valor que foi supostamente “investido” na Jornada seria com a arrecadação de impostos. Quando um turista vem aqui e se hospeda em um hotel, come em um restaurante, visita um ponto turístico, gasta dinheiro em lojas etc, o governo está arrecadando uma parte daquele valor que ele gasta em tributos, justificando o investimento estatal na promoção do turismo.

Porém, com a JMJ essa lógica não funciona.

Vamos novamente aos números para que eu demonstre a diferença entre uma situação e outra.

Segundo os dados da prefeitura do Rio e do Comitê Organizador Local da JMJ, dois milhões de peregrinos estiveram na cidade do Rio durante a Jornada e a estimativa do total desembolsado pelos visitantes foi de 1,2 bilhão de reais, o que dá uma média de pouco menos de R$ 86,00 por visitante a cada dia.

Parece um número ótimo. Mas é quase um terço do que turistas normais gastam. De acordo com o Ministério do Turismo, a média de gastos per capita diária de um turista na cidade do Rio de Janeiro em 2011 foi de US$ 103,03, ou cerca de R$235,00.

Gasto médio de um turista no Rio de Janeiro

Gasto médio de um turista no Rio de Janeiro

Se dois milhões de turistas desembarcam no Rio na alta temporada e passam a semana gastando a quantia que os peregrinos gastaram, o comércio local pode considerar que houve um período fraco de turismo. E eu fiz essa média de gastos dos peregrinos levando em conta o total de gastos, no qual entraram também os gastos dos fiéis que já estavam no país. Talvez a média por peregrinos estrangeiros tenha sido ainda menor.

Mas, tudo bem, estamos no meio de julho, logo na baixa temporada do turismo. Essa quantidade de estrangeiros nunca seria vista por aqui nessa época. No entanto, quem veio para o Rio não foram turistas. Foram peregrinos. O objetivo primordial deles não era conhecer a cidade, ficar em bons hotéis, comprar souvenirs ou visitar pontos turísticos. Era participar das atividades religiosas programadas para a jornada, com seus grupos de compatriotas, gastando o mínimo de dinheiro possível.

Segundo os dados no site do COL, menos de 7% dos peregrinos ficaram hospedados em hotéis. A grande maioria ficou hospedada nas casas de voluntários, de amigos ou nos alojamentos fornecidos pela própria igreja. Pelo visto, a rede hoteleira do Rio se beneficiou muito pouco com a JMJ.

Os restaurantes também não devem ter tido um aumento muito expressivo em sua demanda. Os fiéis que se hospedaram na casa de voluntários faziam uma parte de suas refeições em casa. Uma amiga da família recebeu três francesas em casa, e elas tomavam café da manhã e almoçavam e/ou jantavam lá durante todos os dias da jornada. As refeições na rua resumiam-se mais a lanches. Não sei se a maioria dos peregrinos adotou esse procedimento, mas é de se imaginar que sim. A própria igreja forneceu pacotes de inscrição para a Jornada que já incluíam alojamento e alimentação:

pacotes JMJ

Quanto à arrecadação de impostos em produtos adquiridos pelos peregrinos, cabe aqui uma observação à parte.

A maior parte dos lanches, comidas e lembranças adquiridos na rua pelos peregrinos eram vendidos por camelôs ou por comerciantes não registrados. Assim, não houve nenhuma arrecadação direta com impostos em sua venda.

E os produtos vendidos pela igreja, como camisetas, livros, DVDs etc, têm uma particularidade ainda mais interessante. O artigo 150 da nossa Constituição:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: […]
VI – instituir impostos sobre: […]
b) templos de qualquer culto; […]
§ 4º – As vedações expressas no inciso VI, alíneas “b” e “c”, compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

Ou seja, tudo que foi gasto diretamente com a Igreja ou suas fundações, está imune da arrecadação de impostos. Afinal, a igreja estava praticando sua finalidade essencial: a divulgação de sua religião. Deixe-me inserir um outro gráfico aqui, para que fique mais claro:

Não sei qual fração desses gastos divulgados de 1,2 bilhão de reais se refere à arrecadação que foi feita pela igreja. Afinal, se um peregrino gastou comprando, por exemplo, uma camiseta na loja oficial da JMJ, isso deve ter sido computado nesse total. Mas o governo mesmo não está arrecadando nada com isso, somente a igreja.

Se o próprio valor arrecadado com a inscrição dos peregrinos estiver incluído nesse total, uma vez que o número de inscritos divulgados foi de 355 mil peregrinos e considerando-se o valor mínimo da inscrição (R$ 106,00), pelo menos R$ 37 milhões desses R$ 1,2 bilhão já estaria indo direto para os cofres do vaticano, sem escala nenhuma na economia brasileira. Sabe-se lá quanto mais desse valor foi arrecadado diretamente pela Igreja.

Isso sem mencionar que a Jornada ainda ensejou na decretação de dois feriados municipais, o que também traz elevados prejuízos para a economia local, pois, embora alguns setores lucrem mais com as folgas, a maior parte do comércio e da indústria deixa de produzir.

Então, se me perguntarem se foi um mau negócio… depende. Para a Igreja Católica me parece ter sido um ótimo negócio. Mesmo com os gastos que ela certamente teve com a Jornada, com essa ajudinha do nosso governo, tenho certeza que ela faturou milhões e ainda conseguiu uma divulgação global de sua religião e de seu líder carismático, de uma maneira que nenhuma agência de marketing conseguiria.

Agora, para o meu país, eu diria que não foi um investimento tão bom assim. Pode até ser que a arrecadação tenha trazido algum lucro. Eu realmente não acredito que ela tenha dado prejuízo. No mínimo, acho que a arrecadação com os peregrinos equilibrou o que foi gasto, deixando o balanço econômico no 0 x 0.

Porém, se a intenção fosse simplesmente lucrar, havia maneiras muito mais eficientes de se fazer isso. Com um orçamento de R$ 100.000.000,00 em mãos, qualquer secretaria de Turismo é capaz de elaborar campanhas ou eventos que trariam um lucro muito mais robusto a qualquer cidade, como festivais de cinema, exibições de arte, concertos de música, entre tantas outras coisas.

Mas é claro que o objetivo do governo não era simplesmente promover o progresso econômico. Era deixar a maioria do seu eleitorado feliz. Objetivo esse que acredito que tenha sido plenamente alcançado.

Agora cabe a nós concluirmos se isso é uma coisa positiva ou negativa.

*Atualizado pelo autor em 03/08/2013:

O leitor “naoconcordo” trouxe dados que demonstram de forma mais apurada o quanto a rede hoteleira e os restaurantes faturaram durante a JMJ. A rede hoteleira teve ocupação de 78% e o faturamento de bares e restaurantes da zona sul dobrou durante o evento.

E é claro que esses aumentos já eram previstos. Na própria notícia acima é informado que a ocupação de 70% da rede hoteleira já era esperado, a surpresa ficou por conta dos oito pontos percentuais a mais. Afinal, como eu disse acima, apenas 7% dos peregrinos ficaram em hotéis. Mas 7% de 2 milhões são 140.000 pessoas a mais procurando hotéis no Rio. E o aumento do consumo em bares e restaurantes também é meio óbvio com 2 milhões de pessoas a mais na cidade (embora seja informado que na Barra e na Zona Oeste o faturamento tenha ficado abaixo do esperado).

Como eu disse acima, eu não estou discutindo se a JMJ trouxe lucro para o comércio ou não. Isso é evidente, nem precisaria ser apurado. O que está sendo questionado é se o que o Estado gastou com o evento é condizente com o que ele receberá em retorno.

A grande questão no final das contas é: qual era o objetivo do Governo ao injetar tanto dinheiro na promoção da Jornada? Era somente fomentar o comércio e a indústria hoteleira local? Porque se fosse o caso, haveria maneiras muito mais eficientes de se aplicar esse orçamento vultuoso que foi gasto, conseguindo-se os mesmos benefícios econômicos com menos custos, ou usando o mesmo valor gasto para se conseguir um lucro ainda maior.

Afinal, não seria necessário gastar 100 milhões de reais para se realizar um evento que trouxesse 140 mil pessoas à cidade para se hospedar em hotéis. Ou que dobrasse o consumo em restaurantes durante uma semana. E sem a necessidade de se decretar feriados na cidade ou sem desperdiçar recursos públicos em uma área que acabou não sendo utilizada e levou prejuízos a diversos outros comerciantes.

Ou o objetivo era só ajudar a promover uma religião? Porque isso por si só já seria inconstitucional. Ou era simplesmente promover o pão e circo, deixando a maioria do eleitorado feliz? Aí seria uma atitude meramente eleitoreira, sem objetivos de longo prazo e que não justificaria gastos tão vultuosos.

Mas isso tudo não quer dizer que eu tenha sido contra a realização do evento. Se eu fosse governante e a decisão coubesse a mim, eu acho que eu também ajudaria a organizar a JMJ. Como ajudaria a organizar a peregrinação de qualquer religião que se dispusesse a vir ao Brasil. Se judeus, muçulmanos ou evangélicos decidissem fazer uma jornada mundial no Brasil eu os acolheria. Só não concordo com o volume de gastos feito para isso. Eu buscaria gastar o mínimo possível com esses eventos, buscando fazer somente o mínimo que se espera que o Estado faça, deixando o resto com a iniciativa privada. O que não parece ter sido aplicado nesse caso.

Atualização: veja aqui a parte 2 – Análise Religiosa da JMJ

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16 Comentários

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16 Respostas para “O Papa É Pop, Parte 1 – Balanço Econômico da JMJ

  1. Os gráficos irônicos foram os melhores hahaha dava para ficar uma semana quase que de graça no rio de janeiro _ claro, sem participar do evento o/

    • San

      Texto completamente vago.. Mto fácil impor um ponto de vista tendencioso usando informações incompletas .. O JMJ foi um sucesso em vários aspectos .. principalmente para o turismo dessa cidade..Cada peregrino possuía um cota de ticket em dinheiro para que fosse gasto no mercado local do Rio ..somente para aqueles que pagaram sua inscrição.. esse valor era 45 reais apenas para o fim de semana..e reuniu cerca de 3 milhões de pessoas… já que vcs são tão bons de contas .. faça um gráfico e uma tabela agora ..e esse é uma das informações omitidas ..

      • Imagino que esses valores todos tenham sido incluídos no cálculo apresentado pelo próprio comitê de organização do evento que divulgou os gastos de 1,2 bilhão, logo, eles já foram levados em conta quando da elaboração do texto.
        E a intenção não é impor ponto de vista algum, só apresentar uma opinião. Tanto que aqui está o espaço para a apresentação de opiniões divergentes, como você está fazendo.

  2. Levantei essa lebre do impacto dos feriados da JMJ sobre o PIB municipal do Rio, mas não achei quem me ajudasse a calculá-lo.

  3. valdivia

    estava preparando um texto parecido! valeu pelo trabalho!

  4. Tiago

    Parabéns pelo post, acaba de ganhar mais um leitor 🙂

  5. Rafael

    Engraçado se o arrecadado pelo mercado local, foi tão insignificante, poque o comercio local de Copacabana estava tão eufórico com vendas que superam 4 réveillon?

    • Rafael, em primeiro lugar, por favor, me indique de onde saíram esses dados de que as vendas superaram as do réveillon em quatro vezes, a apresentação de fontes para confirmar informações é imprescindível para que não se divulguem notícias com base no achismo. Informações confirmadas são importantes para a formação de uma opinião.
      Em segundo, eu não disse que o arrecadado pelo mercado local foi insignificante. Disse que o arrecadado pelo governo pode não justificar o tamanho do investimento feito. Claro que o comércio local arrecadou muito dinheiro, assim como a Igreja.
      Mas o que se deve perguntar é: qual era o objetivo do evento? Somente fomentar o comércio local? Pois se era, havia maneiras muito mais eficientes de se fazer isso com o orçamento aplicado.

  6. Dan

    Divulgando! Parabéns pela lucidez e os gráficos irônicos! 😉

  7. naoconcordo

    Tive q ler o texto e digo q foi infeliz e tendencioso:
    – Não da pra comparar parada gay com JMJ, são eventos completamente diferentes em vários aspectos técnicos.
    – Não se pode comparar esquema de segurança do Ahmadinejad, ou de algum presidente com o do papa.
    – A intençao da JMJ acontecer no Brasil foi do Papa não do governo.
    – Ao contrario do q se diz no artigo “a rede hoteleira do Rio se beneficiou muito pouco com a JMJ” segue link abaixo.
    http://www.mercadoeeventos.com.br/site/noticias/view/97092/rede-hoteleira-do-rio-tem-ocupacao-de-78-durante-jmj
    – Sobre “Os restaurantes também não devem ter tido um aumento muito expressivo” segue link abaixo:
    http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/07/29/bares-e-restaurantes-de-copacabana-faturaram-o-dobro-durante-a-jmj/
    – Citar o fato da amiga da familia, não pode se generalizado para todos peregrinos.
    – Dizer que a maior parte dos produdos eram vendidos por camelôs e pela igreja durante toda jmj não é verdade, e mesmo q fosse, indiretamente o governo tb iria arrecadar.
    – A maioria dos turistas declara sua intenção de retornar à cidade em outros momentos.(renda futura)
    – Ta na moda falar que o estado é laico.

    • – Eu não estou comparando os dois eventos. É claro que eles são tecnicamente diferentes e serão totalmente diversos os gastos e afazeres da organização de um e de outro. O que eu estou comparando é somente a participação do Estado nos dois, que eu não vejo porque seria muito diferente entre um e outro. Resume-se, basicamente, ao controle e contenção de milhões de pessoas em uma área pública, determinação de rotas, desvio de tráfego etc. Ou pelo menos deveria ser só isso né, já que, pelo visto, na JMJ a participação estatal excedeu o limite do razoável;
      – Por que não se pode comparar o esquema de segurança de um presidente com o do Papa? Ele é especial, exige mais proteção por acaso? Você acredita que o Papa realmente tem mais riscos de sofrer um atentado ou um ataque do que o Obama? Para mim eles correm o mesmo risco, isso se o do presidente dos EUA não for maior, afinal, o Papa foi recém-eleito praticamente, e acho que não deu nem tempo de ele irritar tantas pessoas quanto o Obama já irritou. Sem contar o que eu falei a respeito de acordos, que diminuem ou anulam os custos dos presidentes;
      – É óbvio que a intenção da JMJ ocorrer no Brasil foi do Papa, isso por motivos religiosos, que serão o tema do meu próximo post. O contrário é que não poderia ter sido né. Nosso governo convidando por vontade própria o Papa a vir passear aqui já seria cuspir na Constituição e pisar em cima dela;
      – Obrigado pelos dados trazidos a respeito das redes hoteleiras e dos restaurantes, irei fazer uma atualização do post mais tarde com essas informações. Mas isso não muda o fato de que esse provavelmente não foi dos melhores investimentos feitos pelo governo. A questão nesse ponto é: qual era o objetivo do governo ao promover a JMJ? Fomentar o comércio local? Porque se era isso, havia maneiras mais eficientes de se aplicar esse dinheiro todo que foi gasto, trazendo esses mesmos benefícios com menos custos, ou trazendo lucros ainda maiores com o mesmo valor. Como eu tentei deixar claro, eu não acho que tenha havido um saldo negativo com a JMJ. Mas com certeza o saldo poderia ser muito mais positivo se esse fosse o objetivo da coisa;
      – Eu não generalizei ao citar o caso da amiga da minha família. Fiz exatamente o contrário. Aqui, deixe-me copiar e colar o que foi escrito: “Não sei se a maioria dos peregrinos adotou esse procedimento, mas é de se imaginar que sim.” Isso é uma hipótese – não uma afirmação contundente – feita com base na observação de um caso isolado. Poderia-se confirmá-la com uma pesquisa mais apurada, mas eu não acho que esse fosse um ponto tão relevante para o caso, pois o mais importante era saber o total arrecadado. Foi mais uma simples observação;
      – É claro que indiretamente o governo arrecada com as vendas dos camelôs e da Igreja. Mas usando a verba pública gasta na JMJ com outros eventos, além de arrecadar indiretamente ele poderia arrecadar diretamente. É o mesmo caso das redes hoteleiras e dos restaurantes, poderia ser um investimento mais eficiente;
      – Novamente, mesmo caso de investimentos eficientes. Nesse link do Ministério do Turismo que se encontra no post, você vai ver que os turistas que vêm ao Brasil a turismo também declaram intenção de voltar, em 95,4% dos casos, para ser mais exato. Logo, se o dinheiro fosse investido em outras formas de turismo, se obteria o mesmo resultado;
      – É, é moda falar que o Estado é laico. Há 224 anos é moda, desde a Revolução Francesa…

  8. Ana

    Texto muito interessante. Concordo com vc, esse papa pode ser um sujeito muito simpático , a Igreja pode ser muito popular no nosso país, mas nada justifica a participação excessiva do Estado na JMJ. Se o papa visse a quantidade de dinheiro gasto com o evento e a quantidade de gente vivendo em condições miseráveis pelo BR ficaria muito constrangido.E os 14 milhões jogados fora naquele lamaçal?! Essa foi a festa mais cara que eu já vi!Acho que quem não tem o que comer no dia-a-dia não pode fazer banquete!E essa é a situação do Estado neste momento, não faz o básico e quer fazer um monte de eventos regados à dinheiro público!Sempre com o mesmo argumento disso ser um investimento e tals, mas na prática a gente nunca vê grandes lucros (só alguns poucos espertos lucram, como foi no Pan).A maior parte dos peregrinos não vieram pra gastar na cidade, vieram pra rezar e passar perrengue.Muitos ficaram em paróquias e escolas, eu mesma conversei com vários, todos pareciam muito modestos e pouco dispostos a gastar dinheiro.Não questiono se o evento foi um sucesso para os católicos, questiono se deveríamos mesmo investir tanto dinheiro público e aparato público para um evento religioso, já que o Estado não deveria tomar parte dessas coisas… as igrejas nem pagam impostos! Sem contar que eu estava em Copa durante a JMJ e achei tudo muito desorganizado e sem estrutura, fiquei com pena de muitos peregrinos, foi muita generosidade dos visitantes atribuir um saldo positivo ao evento!

  9. Nely Vital

    Realmente seu texto é bastante interessante mas, a comparação com a parada gay de 2008 precisa ser revista pois, os jovens ficaram o dia inteiro durante toda jornada lanchando, almoçando , jantando, comprando no comercio local e gastando também com ônibus, táxi e metrô (nem todos ganharam os vales transportes). Muito bem eles ficaram em casas da comunidade e pergunto todos ficaram em Copacabana? Em que horário eles retornavam para suas hospedagens? A Jornada não é uma continha simples de matematica. Precisa sim questionar os gastos do Estado mas também os lucros para a cidade. Ouvimos opiniões de garis que se diziam impressionados com o cuidado que os participantes tiveram com a cidade, procurando deixa-la limpa depois de cada encontro. Isso merece um desconto. Os gastos maiores foram com a segurança ( que não funcionou corretamente) Então quem lucrou mais ?
    A questão das minorias acredito que todas estão tendo seus direitos garantidos e respeitados o que é salutar.. Quem é ateu penso que não mudará por causa do PAPA, QUEM É GAY NÃO MUDARÁ POR CAUSA DO FELICIANO E ASSIM POR DIANTE. Outras minorias não fizeram passeatas, até porque entenderam que o encontro não era pra promover ódio, intolerancia e sim para PROMOVER A PAZ , O AMOR, O RESPEITO. Eu só achei que vocês não precisavam naquele momento de fazer passeata. Graças a Deus o estado continua laico e todas as religiões tem seus seguidores livres.

  10. Pedro, vc estava no Rio durante a JMJ? Ou preferiu agradecer o feriado e saiu da cidade? Como um ateu que possui um blog sobre o assunto pensei que estivesse observando tudo com seus próprios olhos, o que ajudaria a responder as perguntas que você pôs no fim do texto, mas infelizmente a impressão que tive é que vc poderia estar em São Paulo escrevendo sobre o evento…
    Em primeiro lugar, acho que você se precipitou ao comparar a JMJ com a Parada Gay, simplesmente porque não existe evento que possa ser comparado com o que ocorreu há duas semanas. A complexidade é muito maior, não foram 7 dias de evento em Copacabana, foram 7 dias de eventos espalhados pela cidade, com foco em Copacabana nos últimos dois dias. E ele nem mesmo ficou restrito ao Rio de Janeiro. Ocorreram eventos ligados à JMJ em Niterói, em Petrópolis, e até mesmo para Campos dos Goytacazes, onde tenho alguns familiares, vieram peregrinos do exterior. É muito mais capilarizado do que você expôs aqui. Talvez se você comparasse os gastos do Rio com Madrid, sede do último JMJ, então eu diria que temos algum parâmetro…
    Em segundo lugar, no trecho “A maior parte dos lanches, comidas e lembranças adquiridos na rua pelos peregrinos eram vendidos por camelôs ou por comerciantes não registrados. Assim, não houve nenhuma arrecadação direta com impostos em sua venda.”, você está sendo profundamente parcial… Apenas alguns estabelecimentos previamente cadastrados aceitavam o ticket de 15 reais dos peregrinos, então prove o que é “a maior parte”. E depois você termina dizendo que “não houve nenhuma arrecadação direta com impostos em sua venda”, como se não tivéssemos impostos embutidos nos produtos. Já que a ideia é fazer o cálculo da JMJ, acrescente esses dados à conta final então. Cara, não dá pra fazer uma análise com “eu acho”, “eu imagino”…
    Em terceiro lugar, um dos grandes ganhos da JMJ está na imagem para a cidade. O Brasil (e o Rio de Janeiro principalmente) lutam para diversificar o perfil dos turistas, mas a imagem lá fora ainda é do país do carnaval, do futebol e do samba, além do estigma da violência. A JMJ apresentou a cidade de uma outra forma, e ampliou a possibilidade da cidade receber turistas com os mais variados interesses. A cidade já é considerada uma das melhores para receber turistas gays, pq não receber mais católicos? Se a convivência for pacífica não vejo problema algum…
    Em último lugar, não sou católica mas senti um astral positivo na cidade que não sentia há muito tempo, eu diria desde o dia que o Rio foi eleito sede das Olimpíadas, e isto se refletiu nas ações do dia a dia. Percebi que algumas pessoas passaram ao menos nos dias do evento a serem mais humildes e gentis. Caminhei no calçadão de Copacabana em um dos dias do evento e percebi que as pessoas que ali estavam estão em busca de conhecimento e de paz, e isso se expressava no ambiente. Não estou dizendo que não houveram furtos, mas ocorreram menos ocorrências do que no reveillón. Então podemos dizer que foi um ambiente pacífico. E além disso esses peregrinos, que como você mesmo frisou no texto inteiro estavam hospedados em casas de família e escolas, interagiram durante esses sete dias, e saíram daqui com recordações e novas amizades. Como expressar isso financeiramente? Algumas coisas são ‘priceless’.

    • Oi Fernanda, infelizmente não pude sair da cidade durante o evento, pois tive que trabalhar durante alguns dias da jornada. Do contrário, com certeza eu teria ido para algum lugar mais tranquilo, em vista da bagunça que foi instaurada aqui durante a semana do ocorrido. E eu não acredito que tivesse sido realmente necessário observar tudo com os próprios olhos para se formar uma opinião a respeito do assunto, já que a imprensa não parava de falar do papa – a televisão não mostrava outra coisa, nos jornais não se tratava de outro assunto e na internet abundavam notícias do evento, tanto em grandes portais quanto em sites menores de peregrinos e curiosos lá presentes. Então bastava um pouco de interesse, curiosidade e leitura crítica para se inteirar a respeito do tema. Mas eu não fiquei totalmente distante também. Nos dias em que eu trabalhei o que mais havia nas ruas eram peregrinos, então ainda deu pra ter um pouco de interação com o povo que veio para cá.
      Quanto à comparação com a parada gay, o que você falou é verdade, não há como comparar os dois eventos. E foi por isso que eu não fiz isso, o que eu comparei foi somente a participação do Estado em cada um deles, que é o que importa para a presente análise. E o dado mais relevante para se avaliar a participação do Estado em eventos é somente um, a quantidade de pessoas presentes, que foi praticamente a mesma nos dois casos. Afinal, se há 3 milhões de pessoas reunidas em uma cidade, ou 300 mil reunidas em 10 cidades diferentes, os gastos do Estado nas duas situações serão praticamente os mesmos, ou pelo menos não gerará uma diferença tão absurda quanto a que houve entre a JMJ e a parada gay. Afinal, mesmo que um evento apresente uma grande capilaridade, o Estado também possui uma capilaridade extensa. Existe efetivo policial e administração pública em todas as cidades para se lidar com o público. Não seria necessário deslocar pessoal para isso. Até porque não eram todos os eventos da JMJ que requeriam um esquema de segurança como o que se viu em Copacabana. Alguns não tinham nenhum esquema de segurança específico. No entanto eu fiz o cálculo como se todos os dias o esquema implementado em Copa tivesse sido utilizado, justamente para dar uma margem de erro razoável. E eu até pensei em comparar os gatos do evento do Rio com Madrid, mas, ao pesquisar, vi que isso não teria muita utilidade, pois parece que lá houve as mesmas reclamações de gastos acima do aceitável por parte do Estado (http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1947776&seccao=Europa). Seria comparar uma situação controversa com outra situação controversa.
      Quanto à ausência de arrecadação direta com os produtos e alimentos vendidos, eu me referia aos que foram adquiridos em estabelecimentos pertencentes à Igreja e aos vendidos por comerciantes não registrados. A venda de estabelecimentos legalizados, que recolhem diretamente os tributos, dobrou durante o evento, como nos demonstrou o “naoconcordo”. E claro que há arrecadação indireta com ICMS em qualquer venda que se faça, já que esse é um tributo que já está embutido no preço de qualquer coisa que se compre. Mas, como eu disse, a pergunta que tem que ser feita é: qual era o objetivo do governo ao injetar esse valor todo na JMJ? Somente fomentar o comércio local? Pois se fosse, não seria necessário investir essa quantidade tão volumosa de dinheiro para se dobrar o consumo em restaurantes e bares, ou gerar o aumento de estadias em hotéis que se gerou, havia maneiras muito mais eficientes de se conseguir resultados financeiros positivos. Além de arrecadar indiretamente, como foi o caso, o Estado poderia arrecadar muito mais diretamente se investisse o orçamento aplicado em eventos que não tivessem outros interesses por trás.
      Quanto à terceira e quarta observações, eu sei que existe a possibilidade de o evento gerar uma imagem positiva para o país – embora isso seja questionável, considerando-se as trapalhadas que ocorreram -, que pode aumentar a procura turística e que gerou um “astral positivo” na cidade – embora eu desconfie que ele não vá durar por muito tempo. Como eu disse, eu não acho que a JMJ foi uma coisa negativa, e eu provavelmente também ajudaria a realizar o evento se fosse governante, justamente por conta desses efeitos positivos. O que eu questiono é somente se a aplicação da quantia que foi gasta pelo poder público no evento era justificável para esses fins. A interação com outras culturas e a geração de bem estar para a cidade são realmente importantes, mas eu discordo que seja “priceless”. Se gastassem 200 milhões com a jornada, tudo ótimo então, porque um monte de gente ficou feliz? E se fosse um bilhão? Eventos turísticos são importantes, mas a participação do Estado neles, por uma questão de legalidade e limitação financeira, tem que ser limitada. Os maiores custos tem que ser deixados a cargo da iniciativa privada, afinal, a Igreja Católica não tinha a menor necessidade de receber essa ajuda luxuosa do governo para dar um boost em seus lucros.
      De qualquer forma, obrigado pela opinião, sinta-se à vontade para discordar de mim sempre que quiser. 🙂

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