[OFF-TOPIC] Revolta do Vinagre – O Gigante Acordou?

Abrirei uma rara exceção nesse blog e farei uma breve pausa em minhas ponderações a respeito de divindades e religiões para discorrer um pouco sobre as manifestações que vêm ocorrendo no país. Este pode ser um momento histórico para o Brasil, então acho que vale a pena abrir um espaço aqui para tratar do tema. E o espaço foi longo. O post ficou gigantesco pois eu tentei colocar aqui tudo o que eu penso a respeito do assunto, mas para quem está interessado em tudo que vem ocorrendo no país, acho que vai valer a pena ler até o final.

Estive presente nesta segunda-feira (17/06) na manifestação ocorrida aqui no Rio de Janeiro, logo, o que vou narrar aqui não é baseado no que ouvi falar, no que li em sites de notícias ou assisti em emissoras de televisão. Será o testemunho ocular do ocorrido. E como qualquer testemunho, se tratará da minha visão pessoal dos eventos, com minhas devidas opiniões.

Para começo de conversa, era óbvio para qualquer um lá presente que essas manifestações não mais dizem respeito apenas ao aumento nas passagens de ônibus. Esse foi apenas o estopim que deflagrou o pronunciamento popular. Já ouvi algumas pessoas – inclusive familiares – falando coisas do tipo “Mas estão fazendo essa bagunça toda por uma diferença de R$ 8,00 ao mês? Se for isso eu dou oito reais para eles me deixarem voltar do trabalho em paz!“. Desconfio que as pessoas que acreditam que isso ainda diz respeito apenas a um aumento de 20 centavos na passagem também acham que a Primeira Guerra Mundial ocorreu apenas por conta da morte de um arquiduque.

Na passeata, podiam ser vistas pessoas brandindo cartazes com as mais diversas exigências: melhoras na saúde, na educação, fim da corrupção, contra a PEC 37, contra a truculência policial, contra os gastos da Copa… e até mesmo contra o aumento das passagens. Os gritos de guerra também eram dos mais variados matizes, englobando todas essas exigências. Então, sem nenhuma sombra de dúvidas, não se tratava mais apenas de 20 centavos.

cartaz1

Cartaz2

Exemplos práticos de que não se trata mais só de R$ 0,20

O povo na verdade decidiu ir às ruas para demonstrar sua insatisfação com a situação atual do país de uma maneira genérica. Há um bom tempo sentimos um desgosto com os rumos tomados pelo Brasil em inúmeras áreas, e essas manifestações acabaram servindo como válvula de escape para extravasar esse sentimento enjaulado.

Outra coisa evidente na manifestação era a demografia bem específica dos presentes. Tratavam-se basicamente de jovens, entre 16 e 30 anos, e de representantes da classe média/média alta. Até havia um ou outro no meio da multidão com mais idade, ou que aparentava pertencer a outra classe econômica, mas pelas minhas impressões, a maioria esmagadora encontrava-se nesta camada social.

Era o esperado, considerando-se que a internet e as redes sociais foram os principais meios utilizados para se organizarem os protestos. Um grande número de manifestantes registrava a passeata com seus smartphones, tablets ou câmeras. Muitos eram estudantes de faculdades públicas e outros haviam acabado de sair do trabalho. Havia ainda alguns trajando ternos e roupas sociais.

Eu cheguei lá por volta das 19:00 hs, e até o momento em que fui embora, por volta das 21:30 hs, a manifestação foi completamente pacífica. Quando um ou outro manifestante começava a exibir um comportamento mais agressivo era imediatamente coibido pela multidão, com gritos de protesto. O ocorrido na Alerj posteriormente me parece ter sido obra de um grupo completamente distinto dos que estavam protestando na Cinelândia.

Nesse ponto, a atuação da polícia militar também merece ser aplaudida, pois enquanto a manifestação manteve sua natureza pacífica, eu não presenciei nenhuma demonstração de truculência ou abuso por conta dos policiais. Havia um grupo deles formando um cordão de isolamento, mas acho que era mais por motivo de organização da passeata do que por imposição de força.

A exclusão consciente de partidos políticos também era uma coisa patente. Alguns membros de partidos tentaram se meter no meio da manifestação com bandeirinhas, mas eram rapidamente afastados com gritos de “Ih, fora!” e “Não temos partido!“.

Embora essa ausência de alinhamento partidário tenha um lado positivo – manter a manifestação isenta de interesses de grupos políticos específicos – ela acaba trazendo também um ponto negativo. A manifestação fica sem uma liderança e objetivos definidos. Embora algumas pessoas puxassem gritos de guerra e outras estivessem com um carro de som e megafone na mão gritando palavras de ordem e de incentivo, não havia exatamente alguém responsável pela manifestação, à frente das pessoas.

Ah, mas essa era a idéia, demonstrar que não é apenas um grupo de pessoas que está insatisfeito, e sim a sociedade de um modo geral“, você pode estar pensando. Sim, uma manifestação que reúne 100.000 pessoas no centro da cidade, demonstrando a insatisfação com o andamento do país com certeza é uma otima maneira de demonstrar descontentamento com o governo. Porém, em minha opinião, mais importante do que demonstrar esse descontentamento, seria apresentar maneiras de solucionar os problemas contra os quais nos manifestávamos.

E é nessa hora que as lideranças são importantes. Para chegar junto às autoridades, apresentar as insatisfações e exigir que elas sejam cumpridas. Políticos são indivíduos simples de se entender, eles fazem o máximo para resolver seus problemas da maneira que, ou não percam votos, ou venham a angariar o máximo de eleitores. Assim, a forma mais fácil de resolver essas manifestações para eles é através de negociações. E não dá para negociar com uma multidão.

Exemplo disso foi o governador Alckmin, que se apressou em forjar uma negociação com os representantes do Movimento Passe Livre – e depois reclamou que eles não haviam cumprido o acordo feito. Mas é claro, o Movimento Passe Livre àquela altura já não era mais o único grupo se manifestando, eles não tinham mais nenhuma gerência sobre aquele povo todo presente.

Assim, as manifestações podem ficar muito bonitas em fotos, lotar ruas, mas será que conseguirão trazer efetivamente alguma mudança?

Se elas continuarem acontecendo sem nenhuma liderança para tomar a frente e dizer exatamente o que está sendo exigido e quais mudanças devem ser implementadas, elas correm o risco de se tornarem inócuas, perdendo o foco. O que se quer afinal de contas com as manifestações? O que se propõe para satisfazê-las?

Se amanhã ou depois as tarifas de ônibus forem reduzidas, os protestos irão acabar, ou seguirão por conta de todos os outros problemas apresentados? E até quando? Até o Brasil se tornar um país de primeiro mundo em todas as áreas? Certamente foi com essas dúvidas em mente que vários governantes já deram um jeito de anunciar em tempo recorde que as tarifas das passagens de seus municípios serão reduzidas, visando dar um fim às passeatas da maneira mais célere possível.

Nessas horas os manifestantes devem olhar a situação a longo prazo. Não é viável fazer manifestações todos os dias reclamando genericamente que o país está uma porcaria. Até porque disso todo mundo já sabia mesmo antes das manifestações. Admito que elas servem, sim, para demonstrar que uma parte dos eleitores acordou e não vai mais aguentar isso calado, mas quando a poeira abaixar e o povo parar de fazer barulho nas ruas – o que fatalmente irá acontecer uma hora – alguma coisa terá efetivamente mudado?

Uma figura que tome a frente dos protestos e ofereça um rosto que represente todos os manifestantes e exigências específicas pode ser importante para garantir que os objetivos dos protestos sejam implementados, por maior que seja o risco de influências partidárias. Não estou dizendo que essa liderança deva partir necessariamente de um partido político ou de um líder partidário, mas alguma liderança para apresentar exigências tem que haver, em minha opinião.

Aliás, havia até alguns manifestantes que afirmavam que essa não era uma manifestação política. Ora, uma manifestação pode até ser apartidária, mas não há como ser apolítica. Qualquer mudança que se queira realizar no país terá que passar obrigatoriamente pela política. E neste ponto, uma importante observação deve ser feita.

Infelizmente, para que os políticos implementem alguma mudança de fato, eles têm que sentir que seu mandato ou o número de votos que seu partido receberá está sendo ameaçado com essas manifestações. Para eles essa é a única coisa que importa, a única moeda de troca, votos. Aí, cabe uma pergunta relevante: será que os manifestantes presentes na rua do Brasil são as mesmas pessoas que votaram nos atuais governantes, ou que votariam neles nas próximas eleições, apresentando assim, alguma relevância ou ameaça real às suas candidaturas?

Considere que, segundo o IBGE, metade da população brasileira tem um rendimento per capita de R$ 375,00. É natural supor que entre os eleitores, essa mesma proporção seja mantida. Assim, acho seguro concluir que mais da metade dos eleitores desse país pertencem à classes ecônomicas baixas, e sendo assim, são elas quem define de fato os rumos de uma eleição.

Logo, os representantes políticos no poder provavelmente não estão nem aí para o que a classe média está reinvidicando nas ruas. Eles devem estar muito mais preocupados com a influência que as manifestações terão sobre as classes mais pobres. Você que está lendo esse post tem acesso à internet, se interessa pelas novidades a respeito das manifestações (do contrário, não estaria lendo este blog) e deve estar ciente de tudo que vem acontecendo no país nos últimos dias, mas será que alguém que tem uma renda de R$ 375,00 mensais tem o mesmo acesso a informação que você?

Por esse motivo é tão politicamente relevante a maneira como esses fatos serão apresentados pela grande mídia. A grande maioria dos eleitores não vai ler blogs sobre as manifestações, não vai verificar no facebook o andamento dos protestos e não vai acessar portais independentes de notícias em busca de informações imparciais. Para cada eleitor presente na manifestação há pelo menos uns vinte que somente saberão o que está acontecendo pelos telejornais, pelos plantões nos intervalos das novelas, pelas notícias do rádio e pelo que os jornais populares mostrarem. E no momento o que eles estão mostrando é isso:

Matéria online do jornal Meia Hora

Matéria online do jornal Meia Hora

Manchete da versão em papel do jornal Meia Hora

Manchete da versão em papel do jornal Meia Hora

Manchete da versão física do Jornal Extra

Manchete da versão em papel do jornal Extra

Estima-se que havia 100.000 pessoas presentes na manifestação do Rio nesta segunda-feira. Estima-se também que o número de vândalos que atacou a Alerj foi de 300 pessoas. Ou seja, 0,3% dos presentes foram responsáveis pelas imagens e notícias que acabaram se tornando o destaque nos jornais lidos pelas pessoas que não estavam presentes na manifestação, que não têm acesso à internet e que não sabem ler notícias criticamente, mas que irão escolher nossos futuros governantes.

Com isso, você pode até ter consciência de que esses protestos são importantes para se alterar os rumos que a nação tem tomado. Mas a sua empregada terá essa consciência? Seu porteiro? O motorista do seu ônibus?

Pode parecer preconceituoso de minha parte afirmar que esse grupo de pessoas estará alheio ao que se passa na política do país, ou será facilmente influenciado pela mídia de massas. Não é a minha intenção menosprezar ou depreciar os menos favorecidos economicamente. Essa é apenas a constatação de um fato. Afirmar que uma parede pintada de vermelho é vermelha não é emitir uma opinião sobre essa tonalidade, é apenas constatar a realidade. E a realidade é que as pessoas de classes econômicas mais baixas são mais fáceis de serem manipuladas politicamente pela grande mídia, não por elas serem pessoas piores ou menos inteligentes, mas sim porque elas normalmente têm menos acesso à educação e à cultura em virtude da falta de recursos econômicos e incentivo governamental. E o governo com sua política assistencialista (*cof*bolsafamília*cof*) faz questão de mantê-los assim, visando consolidar sua esfera de influência.

Com isso o voto direto e obrigatório, longe de ser uma outra maneira efetiva de mudar o governo – como algumas pessoas que condenam os protestos parecem pensar – acaba se tornando apenas uma modo de legitimar uma governança negligente. Nesse sentido eu não sei se é verossímel afirmar que o gigante acordou de fato com essas manifestações, eu diria mais que um braço ou uma perna do gigante estão acordados, enquanto o resto continua em sono profundo.

Uma outra medida governamental estapafúrdia que visa diminuir o barulho causado pelos protestos é a cogitação de ressurreição de uma bizarrice legislativa, um projeto de lei criado pelo senador Marcelo Crivella há dois anos (PL 728/2011) que tornaria possível a tipificação dessas manifestações como crime de terrorismo. Assim, qualquer movimento que, segundo os termos do projeto, incitasse à revolta, insurreição ou revolução, poderia ser punido com reclusão de 15 a 30 anos.

Marcello Crivella,

Marcello Crivella, autor do PL 728 e atual ministro da pesca do governo Dilma

Essa repercussão negativa imposta pelo governo e pela mídia aos movimentos populares têm a função não só de influenciar as classes sociais mais baixas, mas também as classes que deveriam apoiá-los incondicionalmente. Vários integrantes da classe média com quem convivo desaprovam as manifestações, afirmando que se tratam de um monte de vândalos, ou que eles deveriam protestar sem atrapalhar os outros.

Bom, quanto a isto, tenho somente essas observações a serem feitas. Em primeiro lugar, os vândalos são minoria absoluta, como demonstrado alguns parágrafos acima. Julgar um pomar inteiro por umas poucas maçãs podres é fechar os olhos para a realidade e enxergar apenas o que se deseja enxergar para justificar uma opinião prévia.

Em segundo lugar, me mostre de que maneira 100.000 pessoas iriam fazer uma manifestação sem atrapalhar absolutamente ninguém que eu a apoiarei plenamente. Porque eu não vislumbro a hipótese de essa quantidade de manifestantes fazerem uma passeata sem que pelo menos uma pessoa sofresse algum tipo de contratempo. E ainda que eu não estivesse entre os manifestantes, eu consideraria um mero atraso na minha volta para casa, ou uma caminhada maior para pegar o ônibus como preços justos a serem pagos pela possibilidade de melhoras do meu país.

Agora, se por ¨atrapalhar os outros¨, se quer dizer atrapalhar especificamente a quem está reclamando, desculpe, mas isso é meramente egoísmo da parte dos reclamões. Assim como o seu direito de ir e vir é garantido na Constituição, o direito de reunião dos manifestantes também é. ¨O direito de um termina onde o direito do outro começa” é uma regra que vale para ambos os lados. Você pode estar plenamente satisfeito com a situação de seu país, o que eu não entenderia, mas respeitaria, no entanto deixe aqueles que não estão buscar uma maneira de modificar as coisas.

A menos que os reclamões de plantão o estejam fazendo porque eles conhecem uma maneira mais eficiente de mudar um país (considerando que voto consciente não é uma opção viável, pelos motivos já apresentados). Se for este o caso, sou todo ouvidos à apresentação de suas alternativas mais eficientes de se mudar uma nação.

Para finalizar esse post, deixo a sugestão de algumas pautas que, em minha opinião, mereciam ser defendidas pelos manifestantes tanto quanto ou até mais do que o aumento das tarifas de ônibus. E que, diferente de temas controversos, como legalização do aborto ou das drogas, são causas unânimes, podendo ser abraçadas por qualquer cidadão com um mínimo de bom senso e que não tenha rabo preso com o governo, o que ajudaria a unir todas as classes em protesto, o que será fundamental para o sucesso dessa pretensa revolução tupiniquim:

  • Fim das regalias parlamentares: 14° e 15° salários, semana de trabalho reduzida, faltas não computadas, foro privilegiado, auxílio moradia, livre nomeação de diversos assessores, carro oficial, aposentadoria integral após o mandato… Ser parlamentar no Brasil é padecer no paraíso. Acho que em nenhum outro país do mundo os membros do parlamento têm tantos mimos pagos com dinheiro do povo. Uma manifestação dessa magnitude exigindo que essas mordomias fossem encerradas, ou, no mínimo diminuídas, com certeza receberia um apoio incondicional de toda a nação. Sigamos o exemplo da Suécia.
  • Aumento da malha ferroviária: qualquer país com dimensões continentais que se preze investe maciçamente no transporte ferroviário. É mais econômico, mais rápido e mais limpo. Não há nenhuma desvantagem dele em relação ao transporte rodoviário. O único motivo para o Brasil ignorar as linhas férreas e investir tanto em rodovias é fazer com que a indústria automobilística do país, que já é a 5° maior do mundo em número de vendas, continue vendendo mais, mesmo não havendo mais onde enfiar tantos carros. Interesses meramente econômicos. Para se ter uma idéia, a Alemanha, que tem uma área territorial 23 vezes menor que o Brasil, tem uma malha ferroviária maior que a nossa. Os EUA, que têm quase o mesmo tamanho do nosso país, possuem quase oito vezes mais linhas ferroviárias que o Brasil. Isso baratearia os custos de produção, de viagens, de tudo, e ainda melhoraria o trânsito nas grandes cidades. Mas não atenderia aos interesses políticos do país, logo só seria alcançado através de mais protestos.
  • Investimento maciço em educação: manter o nível educacional da população em baixa é uma antiga estratégia política para se alienar os eleitores. Assim, conseguem se manter no poder os políticos que utilizam desse instrumento, que por sua vez, continuam aplicando essa política, criando assim um círculo vicioso. A única maneira de se quebrar esse círculo seria exigir que uma porcentagem fixa e vultuosa do orçamento ou do PIB fosse investida diretamente na educação. Algo como 10% ou até 15% do PIB parece ser o investimento ideal para sair dessa situação de defasagem educacional em que nos encontramos atualmente.
  • Referendo da população interessada para aprovação de aumentos do legislativo: o que você faria se tivesse o poder de escolher o seu próprio salário? Por mais bem intencionada que seja, qualquer pessoa com esse poder se sentiria tentada a, em toda oportunidade possível, aumentar seu próprio salário ao máximo permitido. E, obviamente, é o que os membros do legislativo fazem. São eles que votam as leis que determinam quanto eles mesmos vão receber de salário. Não é possível que não se perceba o absurdo da situação. Embora o executivo tenha poder de veto sobre as leis, esse veto pode ser derrubado pelo legislativo, e mesmo que não fosse, isso geralmente é resolvido com acordos que beneficiam ambos os lados. Uma boa exigência a ser feita em manifestações seria que esses aumentos só fossem aprovados após o referendo da população interessada, nos municípios, estados e na União. Assim, inverteria-se a relação de dependência entre o eleitor e o eleito e os legisladores não poderiam ignorar a população que os elegeu, fazendo todo o possível para satisfazer suas necessidades.

Esses são apenas exemplos de bandeiras que poderiam ser levantadas por essas manifestações. Várias outras são possíveis, o que não falta é coisa errada para se apontar nesse país. Uma pessoa que levasse essas reivindicações ao poder público teria grande chances de trazer mudanças reais ao Brasil e de trazer as grandes massas para o movimento, o que legitimaria de vez esse como um verdadeiro momento histórico nesse país, e não apenas um fogo de palha, que vai nadar e morrer na praia.

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